Descrição Geral
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:16px;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Há algo de profundamente humano no Tribunal do Júri. Afinal, antes de condenar ou absolver, é preciso contar uma história. E toda história é feita de palavras, memórias, silêncios, interpretações e disputas por significado. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:16px;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Talvez por isso a verdade, no plenário, jamais se revele por inteiro: ela é construída, contestada e continuamente reconstruída por aqueles que a narram. Partindo dessa premissa, a presente obra percorre um caminho que ultrapassa os limites tradicionais da dogmática processual. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:16px;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Ao aproximar Processo Penal, Filosofia da Linguagem e Criminologia, propõe-se uma reflexão sobre os mecanismos que permeiam o julgamento popular. Símbolos, narrativas, vieses, estigmas e discursos deixam de ocupar um plano secundário para revelar o quanto influenciam a percepção dos jurados e a própria ideia de justiça. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:16px;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;">Sem abandonar o rigor técnico, o livro convida o leitor a enxergar o Tribunal do Júri para além do procedimento: como um lugar em que as palavras carregam consequências, as narrativas disputam significados e a condição humana se revela em toda a sua complexidade.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:16px;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><strong>Autores</strong><br />
<strong>Rodrigo Faucz:</strong> Pós-Doutor em Direito pela Universi dade Federal do Paraná. Doutor pelo Programa Interdisciplinar em Neuro ciências da Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Direito pela UniBrasil. Advogado criminalista ha bilitado para atuar no Tribunal Penal Internacional em Haia. Parecerista. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:16px;"><span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><strong>Alanis Matzembacher.: </strong>Advogada criminalista. Professora da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Professora de Sistema Criminal Nacional e Internacional da FAE Centro Universitário. Pós-gradua da em Direito Penal e Criminologia. Pós-graduada em Tribunal do Júri.</span></span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: justify;"> </p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: justify;"> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
Formas de Pagamento
Sumário
Ficha Técnica
O TRIBUNAL DO JÚRI: LINGUAGEM E SEDUÇÃO
INTRODUÇÃO
1. O TRIBUNAL DO JÚRI SOB UMA PERSPECTIVA LINGUÍSTICA
1.1. A oralidade como essência do júri: uma construção histórica
1.2. Símbolos, rituais e representações no Tribunal do Júri
1.3. Além de réu, um ser humano: o uso de antecedentes criminais
1.4. A oralidade, linguagem e a plenitude da defesa no Tribunal do Júri: o tempo de sustentação da defesa nos debates em casos complexos e com múltiplos acusados
2. LINGUAGEM E VERDADE NO TRIBUNAL DO JÚRI
2.1. A (des)construção da verdade
2.2. A verdade e a oralidade como fontes probatórias
2.3. A disputa e a construção de narrativas probatórias: acusação x defesa
3. A DECISÃO DOS JURADOS
3.1. Interpretação dos fatos, da realidade e da polissemia da prova
3.2. Aspectos do caminho até a decisão: influências linguísticas e fatores psicológicos
3.3. Entre a liberdade probatória e a contenção necessária: admissibilidade da prova, paridade de armas e a função instrutória do juiz presidente
3.4. A ausência de motivação das decisões no Conselho de Sentença
4. LINGUAGEM E PUNITIVISMO
4.1. A seletividade penal e as influências sociais e linguísticas nas decisões do Tribunal do Júri
4.2. O punitivismo e seus reflexos no Tribunal do Júri: uma abordagem criminológica
4.3. A deliberação como instrumento de justiça: mitigando decisões punitivistas
4.4. A pré-deliberação como hipótese teórica relevante
5. CONSTRUINDO UM SISTEMA MAIS JUSTO E DEMOCRÁTICO
5.1. O papel da linguagem como arma e escudo: uma garantia da qualidade da produção e valoração probatória no Tribunal do Júri
5.1.1. Linguagem e limitação das teses
5.1.2. A voir dire como reforço de legitimidade democrática
5.2. A linguagem do quesito absolutório: (re)escrevendo o veredicto
5.3. Resistência defensiva e defesa do Instituto: os efeitos operados por meio da linguagem
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS
Edição: 1ª
Autores: Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher
Editora: RT
Ano: 2026
Numero do páginas: 202
Formato: 16x23
ISBN: 9786526038109